Os dois posts mais vistos do Animalogos abordam bem-estar e protecção animal na China. Mais sobre este tema num recente artigo, Policy and practice: The ongoing struggle to enforce animal welfare regulation and implement animal welfare law in China, escrito do ponto de vista de experimentação animal mas com relevância mais generalizada.
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A fundação da Sociedade da Declaração de Basileia (Parte III)
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| Embaixada Suiça em Berlim |
Ver Parte I e Parte II desta notícia.
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É cientificamente justificável classificar
a priori a modificação genética como
“severa”, se não resulta em mal-estar? |
- Devem os institutos/universidades portugueses subscrevê-la e seguir as suas recomendações?
- Quais os benefícios?
- Quais as desvantagens?
- Que obstáculos tem as nossas instituições (políticos, económicos, culturais, de formação…) para a consecução dos objectivos que propõem a Declaração de Basileia?
A fundação da Sociedade da Declaração de Basileia (Parte II)
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| Prof. Stefan Treue |
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| Prof. G. Heldmaier |
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| Prof. Richard Bianco |
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| Susanna Louhimies |
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| Prof. Michael Hengartner, no encerramento da sessão da manhã |
A fundação da Sociedade da Declaração de Basileia (Parte I)
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| Investigação mais humana, mais relevante e mais transparente |
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| Berlim recebeu a primeira conferência da recente Basel Declaration Society |
A Declaração de Basileia foi até agora subscrita por quase 1000 investigadores, um aumento muito significativo para apenas um ano desde a sua apresentação, mas ainda longe do objectivo de a tornar uma referência ao nível global. Esses e outros temas foram debatidos no dia 17 de Outubro de 2011, em Berlim, uma conferência que reuniu mais de 80 investigadores da academia e indústria de vários países e na qual participei. Nesta conferência – A Pathway for more transparency in Animal Research – foi apresentada a recém-formada Sociedade da Declaração de Basileia, cujo propósito é “consciencializar o público para a importância do uso de modelos animais em investigação biomédica, promover uma melhor comunicação entre cientistas e população e expandir a aceitação da Declaração de Basileia”.
Numa altura em que os estados-membros começam a preparar a transposição da directiva 2010/63/EU para a sua própria legislação (a fazer até 2013), foi bastante positivo que estivessem também presentes Susanna Louhimies, Directora Geral para o Ambiente da Comissão Europeia e principal responsável pela nova directiva e Elisabeth Jeggle, Eurodeputada e Relatora da mesma.
Nos posts subsequentes, tratarei de dar conta do trabalho resultante da conferência de Berlim e dos objectivos traçados pelos investigadores para melhorar o bem-estar animal, a comunicação com o público e a aceitação do uso de modelos animais para fins biomédicos.
Animais desnaturalizados?
Inspirados nos problemas levantados por um dos outros oradores no workshop, Professora Maria do Céu Patrão Neves, da Universidade dos Açores, elaboramos a seguinte lista de situações de potenciais controvérsias com seres humanos e animais de companhia.
- um gato que se chama José e uma gata que se chama Maria
- um cão que dorme na cama do dono
- um cão que está sempre no quintal sem nunca interagir com os donos que apenas o mantêm (e do qual têm medo)
- um periquito que está numa gaiola na cozinha
- um casal em processo de divórcio que pede para eutanasiar o gato que tinham oferecido, entre si, como prenda de casamento
- cães que devido à preferência para determinadas características estéticas de alguma raças sofrem de graves problemas de saúde
- um casal que depois de um divórcio partilha a guarda da cadela que compraram quando casaram
- um cão que veste um gabardina quando passeia num dia de chuva
- um cão que apenas sai do apartamento no domingo e só se estiver bom tempo
- um cão vegan
- um husky siberiano num apartamento de 70 m2
- uma decoradora de interiores que usa corante de cabeleireiro para que o caniche fique a combinar com o sofá
És um Animal, Viskovitz ! – Breve Recensão
És um animal, Viskovitz!
Tradução: Tiago Guerreiro da Silva
LIVRODODIA Editores, Torres Vedras, 2010
Viscovitz é um personagem eminentemente humano – um anti-herói ? – mas que se metamorfoseia sucessivamente de escorpião a formiga, de camaleão a cão, na busca continuada pelo amor de Ljuba. Esta pulsão sexual é a linha que une todos os quadros retratados e somos assim introduzidos, através do humor, ao difícil mundo da reprodução animal (as desventuras do caracol e do tentilhão são verdadeiramente hilariantes). E, na verdade se pensarmos em termos evolutivos, é isso que conta para a sobrevivência da espécie. Incluíndo a nossa. Já Aristóteles, em História dos Animais, escrevia:
“A vida dos animais pode, então, ser dividida em dois actos: procriação e alimentação; Pois é nestes dois actos que se concentram todos os seus interesses e toda a sua vida. (…) E como tudo o que é conforme com a natureza é agradável, todos os animais buscam o prazer, mantendo a sua natureza.”
Animalogos no Ensino
O Animalogos está a preparar-se para poder prestar apoio a professores em todos os níveis de ensino que queiram abordar os tema do bem-estar e ética animal nas suas aulas.
Está interessado? De que forma e para que nível de ensino? Precisamos de ouvir a sua opinião para poder ajudar melhor – contacte-nos através de olsson@ibmc.up.pt!
Para os residentes no Grande Porto, temos também um programa de visitas de escolas ao IBMC, onde é dada (aos alunos do 9º ano e Secundário) uma introdução teórica ao tema seguida de debate sobre o uso de animais na investigação e os aspectos éticos relacionados. Pode saber mais sobre as visitas e inscrever-se aqui.
Pode um cão ser vegan ?
Deixo este texto inacabado. Espero contribuições dos animalogantes para o desenvolver.
As "cãominhadas" – Activismo Animal solidário e não-associativo
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| CÃOMINHADA a favor da Assoc. Senhores Bichinhos – 1 Out 2011 Parque da Cidade (Porto) Cerca de 45 participantes. Resultado final: 200€ + 3Kg ração gato + 1 casota + 2 mantas |
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| Manuela Vilares |
Conhecem-se sempre novas pessoas e novos cães. São um excelente momento de convívio com a natureza, onde se faz exercício (numa altura em que as pessoas e os seus animais são cada vez mais sedentários) e se apanha sol (coisas que as pessoas das grandes cidades que trabalham muitas horas por dia raramente fazem e que é fundamental, para gerar vitamina D) porque geralmente são sempre realizadas à beira-mar, à beira-rio ou em espaços verdes amplos. Costumam vir crianças, também, o que é óptimo, e para além de tudo isto ainda se ajuda uma determinada causa.
Há benefícios neste modelo de organização das “cãominhadas” por iniciativa de indivíduos, ao invés de associações, que originalmente promoviam estes eventos.
Há muita gente que pergunta “porque não organizam aqui, porque não organizam ali… ?”, e às vezes dá-me vontade de responder “e porque não organiza você? Eu não consigo fazer tudo!” . Mas claro que não digo. Eu sei que as pessoas não dizem por mal., mas sinceramente fico irritada quando me vêm com comentários a dizer “organizem também cãominhadas em Paços de Ferreira”, “organizem em Aveiro”… “pensem nisso”… “porque organizam só no litoral?”… organizem aqui, organizem ali… “















