Interrogo-me porque aparece tantas vezes a China como um país onde não se tem em consideração o sofrimento animal.
Evidentemente, esta descrição não corresponde à posição de todos os chineses perante os animais, mas a verdade é que a China continua a ser um grande consumidor de carne de golfinho, chifres de rinoceronte, barbatanas de tubarão, bilis de urso, etc., com consequências desastrosas para o bem-estar animal e a conservação das espécies.
| Crédito da foto: Li Bo (“Global Times“) |
Agora, parece que o novo “negócio da China” é a comercialização de “porta-chaves” de plástico transparente e selado, onde são colocados pequenos peixes ou tartarugas, que eventualmente morrem asfixiados. Indiferentes a isso, os compradores destes “acessórios” simplesmente cozinham no microondas os cadáveres e consomem-nos. De salientar que esta prática não infringe lei alguma, sendo os “animais embalados” vendidos em plena praça pública, à luz do dia, sendo comprados frequentemente por chineses que o fazem para os poderem libertar de seguida. Esta atitude, ainda que bem-intencionada, poderá levar a problemas ecológicos e/ou de saúde pública, caso esta “moda” esteja para ficar.
Como nota de rodapé, deixo a notícia do Global Times de Novembro do ano passado, que divulgava a existência de grupos secretos na China que pagam a mulheres para maltratar animais até à morte e que filmam esta prática, colocando os vídeos on-line, como forma de satisfazer um mórbido fetiche.
Olhando para tudo isto, apetece perguntar: “What`s wrong with China?”