Animalogos

Uso de animais no ensino – Parte 4

(Ver Parte 1, Parte 2, Parte 3)

Na sequência da publicação de um artigo meu no número de Janeiro da revista profissional Veterinária Actual, retomo aqui o tema do uso de animais no ensino de Medicina Veterinária. Esta discussão teve origem na notícia sobre “Cães vivos usados como cobaias na Universidade de Évora” e que foi desenvolvida – e muito discutida – em comentários posteriores (as mensagens anteriores podem ser encontradas em Parte 1, Parte 2 e Parte 3).

Deixo então a última parte, referente ao enquadramento deontológico, tal como foi publicada:

Face à impossibilidade de haver ensino veterinário sem o manuseamento de animais vivos, como devemos pautar a nossa conduta profissional de modo a deslindar o nó górdio em que nos encontramos? A solução passa por recorrermo-nos de recursos e métodos alternativos, como sejam:

a) Gerar casos clínicos reais através do Hospital escolar, da clínica móvel e de protocolos com criadores/produtores privados.

b) Utilizar os animais dos próprios alunos, após mútuo acordo, nomeadamente para procedimentos semiológicos e diagnósticos.

c) Colaborar com associações zoófilas e organismos oficiais, especialmente em campanhas de esterilização e de profilaxia.

d) Investir em modelos artificiais (manequins e simuladores).

e) Fomentar o extramural active learning em CAMV privados.

f) Aproveitar cadáveres provenientes dos Centros de Recolha Oficiais.

g) Criar um código de boas práticas pelo qual os educadores se possam orientar.

Espero a contribuição de todos.